Periodização com pico: a concepção de
ozolin e o macrociclo integrado de
navarro

Nelson Kautzner Marques Junior

kautzner123456789junior@gmail.com

Membro do Comitê Científico da Revista Observatorio de Deporte

Universidad de los Lagos, Santiago do Chile

Niterói, Rio de Janeiro

Brasil

Citar: Kautzner, M. J. N. (2026).
Periodização com pico: a concepção de ozolin e o macrociclo integrado de
navarro.
Revista Ciências Aplicadas al deporte edu
-
fisica.com
. 18(39).86-105,
https://doi.org/10.59514/2027
-
453X.3903

Resumo

O objetivo da revisão narrativa foi explicar sobre a periodização de Ozolin e a concepção de
Navarro.
Os artigos para a revisão narrativa foram selecionados no Google Acadêmico, no
Rese
arch
Gate,
livros
da
biblioteca
do
autor,
livros
e
artigos
foram
enviados
pelo
amigo
italiano G.B. Ozolin foi atleta do salto com vara da União Soviética e conquistou a medalha
de prata no Campeonato Europeu de 1946. Ele se tornou cientista do esporte e el
aborou em
1949 uma periodização pioneira com duas etapas no período preparatório, cinco etapas no
período competitivo com o objetivo do atleta atingir o pico e com o período de transição.
Ozolin informou que durante o pico o sistema nervoso central está ex
citado de acordo com
essa resposta neurofisiológica, podendo ser medido indiretamente pelo dinamômetro manual.
Navarro elaborou a periodização do macrociclo integrado para nadadores e tendo três fases
com o objetivo do nadador atingir o pico da forma espor
tiva.
Em conclusão, o estudo de duas
periodizações
pouco
investigadas
que
tem
o
objetivo
do
atleta
de
atingir
o
pico,
é
um
conteúdo importante para os envolvidos no esporte.

Palavras chaves:
Esporte, Treinamento, Microciclo, M
esociclo.

Recebido em: 23
-
07
-
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Aceito em: 30
-
10
-
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Periodización con pico: la concepción de
ozolin y el macrociclo integrado de
navarro

Resumen

El objetivo de la revisión narrativa
fue explicar la periodización de Ozolin y la concepción de
Navarro. Los artículos para la revisión narrativa fueron seleccionados en el Google Scholar,
Research
Gate,
libros
de
la
biblioteca
del
autor,
libros
y
artículos
fueron
enviados
por
el
amigo itali
ano G.B. Ozolin fue saltador con pértiga de la Unión Soviética y ganó la medalla
de plata en el Campeonato Europeo de 1946. Ozolin se convirtió en científico del deporte y
en 1949 desarrolló una periodización pionera con dos etapas en el período preparator
io, cinco
etapas en el período competitivo con el objetivo de que el atleta alcance el pico de la forma
deportiva
y
con
el
período
de
transición.
Ozolin
informó
que
durante
el
pico
el
sistema
nervioso central se excita de acuerdo a esta respuesta neurofisi
ológica, que se puede medir
indirectamente
con
el
dinamómetro
de
mano.
Navarro
desarrolló
la
periodización
del
macrociclo integrado para nadadores y esta concepción tenía tres fases con el objetivo de que
el
nadador
alcance
el
pico
de
la
forma
deportiva.
E
n
conclusión,
el
estudio
de
dos
periodizaciones poco investigadas que tienen como objetivo que el atleta alcance el pico, es
un contenido importante para los involucrados en el deporte.

Palabras clave:
Deporte, Entrenamiento, Microciclo, M
esociclo.

Period
ization with peak: ozolin's
conception and navarro's integrated
macrocycle

Abstract

The
objective
of
the
narrative
review
was
to
explain
Ozolin's
periodization
and Navarro's
conception.
The
articles
for
the
narrative
review
were
selected
from
Google
Schol
ar,
Research Gate, books from the author's library, books and articles were sent by the Italian
friend G.B. Ozolin was a pole vaulter of the Soviet Union and won the silver medal at the
1946
European
Championships.
He
became
a
sports
scientist
and
in
1949
developed
a

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pioneering
periodization
with
two
stages
in
the
preparatory
period,
five
stages
in
the
competitive
period
with
the
objective
of
the
athlete
to
achieve
the
peak,
and
a
transition
period. Ozolin reported that during the peak the central nervous s
ystem is excited according
to
this
neurophysiological
response,
which
can
be
measured
indirectly
by
the
hand
dynamometer.
Navarro
developed
the
periodization
of
the
integrated
macrocycle
for
swimmers and this conception has three phases with the objective
of the swimmer achieving
the peak of the sports form. In conclusion, the study of two periodization with little study
which
has
the
objective
of
the
athlete
to
achieve
the
peak,
is
important
content
for
the
involved in the sport.

Keywords:
Sport, Training,
Microcycle, M
esocycle.

Introdução

O pico da forma esportiva visa o desempenho máximo do atleta na disputa (Kalinin &
Ozolin, 1976; Kizko, 2023; Marques Junior, 2025a; Nogueira, 2025; Petrovic & Koprivica,
2025). Para o atleta atingir o pico as cargas de
treino do microciclo merecem ser organizadas
adequadamente
com
estímulo
e
recuperação
para
desencadear
na
adaptação
crônica
da
supercompensação que ocasiona a alta performance do esportista na competição (Marques
Junior,
2023a,
2025b;
Osorio
et
al.,
2024;
Rodríguez
et
al.,
2024).
A
supercompensação
desencadeia um desenvolvimento máximo do sistema nervoso central (SNC) por alguns dias
ou semanas, por esse motivo o atleta consegue o melhor desempenho nas disputas (Bompa,
2002; Ozolin, 1970).

Conforme o tipo d
e periodização usada, a modalidade e o nível do atleta, a duração do
pico da forma esportiva difere (Marques Junior, 2024a). O pico da forma esportiva possui
duração mínima de 1 semana até de 9 semanas, ou seja, de 7 a 63 dias (Marques Junior,
2025c). Gera
lmente o pico curto (de 10 a 15 dias) possui maior qualidade do que o longo
(Dantas,
1995).
Esse
ocorrido
do
melhor
pico
curto
a
literatura
científica
não
possui
explicação (Api et al., 2022; Bondarchuk, 2016; Cortes, 2023), merecendo estudo se o SNC é
mel
hor estimulado
com essa duração de treino por causa de um maior acúmulo dos substratos
energéticos
da
supercompensação.
O
pico
da
forma
esportiva
pode
ser
detectado
por
avaliações
cineantropométricas,
por
filmagem
(análise
do
jogo,
análise
biomecânica
da
t
écnica esportiva) e pelo desempenho na disputa (Marques Junior, 2022a; Matveev, 1997).

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Entretanto,
alguns
tipos
de
periodizações
esportivas
que
visam
o
pico
da
forma
esportiva, são pouco informados na literatura do treinamento esportivo, isso acontece com
a
periodização
pioneira
de
Nikolay
Ozolin
e
a
periodização
do
macrociclo
integrado
de
Fernando Navarro
(Costa, 2022; Gomes, 2009; Havinga et al., 2025; Marques Junior, 2025d,
2025e, 2025f; Montiel et al., 2021; Rocha, 1976; Sanabria et al., 2023). Então, o
objetivo da
revisão narrativa foi explicar essas duas concepções.

Metodologia

Os
artigos
para
a
revisão
narrativa
foram
selecionados
no
Google
Acadêmico,
no
Research
Gate
e
com
as
palavras
chaves
em
inglês
Nikolay
Ozolin
and
periodization,
Fernando
Navar
ro
and
periodization.
Os
artigos
foram
s
elecionados
de
janeiro
a
maio
de
2025. Também foram utilizados livros da biblioteca do autor, livros e artigos foram enviados
pelo amigo italiano G.B.

Periodização Pioneira De Ozolin

A Revolução Russa de 1917 permit
iu um avanço científico, tecnológico, econômico,
educacional, militar e outros da Rússia Soviética, o mesmo continuou quando foi formada em
1922
a
União
das
Repúblicas
Socialistas
Soviéticas
(URSS)
(Marques
Junior,
2022b).
Inicialmente o esporte na Rússia
Soviética era praticado pelo treino militar
foi de 1917 a
1919,
a
partir
de
1920
foi
inserida
a
cultura
física
nessa
nação
pelo
líder
bolchevique
Vladimir Lenin, momento que o esporte passou a ser exercitado pelo povo soviético em três
aspectos
que
eram
o
esporte
saúde
para
exercitar
a
população
e
evitar
o
sedentarismo,
o
esporte
performance
para
formar
e
preparar
atletas
para
o
esporte
de
alto
rendimento
e
o
esporte militar que visava o treino militar para preparar a população para defender o país com
ar
mas em caso de guerra (Marques Junior, 2019, 2025a). A cultura física continuou na URSS
e passou a ser utilizada pelas outras nações do bloco soviético. Portanto, a atenção com o
esporte performance na Rússia Soviética iniciou em 1920 e se intensificou nos
anos 30 na
URSS, vindo ter atenção ainda mais após a 2ª Guerra Mundial
terminou em 1945 (Bompa,
2002; Jesus, 2010; Marques Junior, 2017).

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No
período
soviético
na
Rússia
de
1917
a
1922
e
na
URSS
de
1922
a
1991,
o
esporte
era
oferecido
gratuitamente
par
a
toda
a
população,
essa
massificação
esportiva
culminou com a formação de diversos notáveis esportistas no tempo da URSS (Bogoliubova
et
al.,
2023;
Platonov,
2018;
Rudeko,
2020;
Saktaganoval
et
al.,
2019).
Outro
incentivo
praticado pelo Governo Soviético
aos atletas, era estudar, para eles chegarem no mínimo na
graduação,
mas
a
meta
era
que
os
esportistas
atingissem
o
mestrado
e
o
doutorado,
e
se
possível, eles se tornassem cientista do esporte quando terminarem a sua carreira esportiva
(Marques Junior, 20
19, 2022c, 2025b).

Esse
incentivo
ao
esporte
e
ao
estudo
efetuado
pelo
Governo
Soviético
foram
aproveitados
por
Nikolay
Georgiyevich
Ozolin
no
tempo
da
Rússia
Soviética
e
na
URSS
(Marques Junior, 2022c). Ozolin nasceu em 2 de novembro de 1906 e morreu com
93 anos
em Moscou, na Rússia, isso ocorreu em 25 de junho de 2000. O russo Ozolin praticou vários
esportes
na
Rússia
Soviética
e
na
URSS
no
período
da
infância
e
da
adolescência,
no
atletismo ele inciou aproximadamente em 1922 com 16 anos, mas veio se esp
ecializar na
prova do atletismo do salto com vara em 1924 com 18 anos (Myasnikov, 2004).
Os maiores
êxitos
de
Ozolin
representando
a
URSS,
no
salto
com
vara,
foi
a
medalha
de
prata
no
Campeonato
Europeu
de
1946,
ele
atingiu
a
marca
de
4
metros
e
10
centíme
tros
quando
estava com 40 anos, e ainda foi 12 vezes campeão soviético (Manso et al., 2024).

Mesmo
com
estes
sucessos
no
salto
com
vara,
Ozolin
esteve
estudando
educação
física,
em
1942
com
36
anos,
ele
defendeu
sua
tese
de
Doutorado
(Myasnikov,
2004).
Lem
brando, em 22 de junho de 1941, na 2ª Guerra Mundial (2ª GM), o nazifascismo invadiu
a URSS através da Operação Barbarossa, o Eixo (composto por Alemanha, Itália e Japão) e
seus aliados foram expulsos da União Soviética aos poucos, mas em 5 a 23 de dezembr
o de
1943,
as
forças
nazifascistas
foram
derrotadas
na
Batalha
de
Kursk
e
isso
acabou
com
o
ímpeto dos inimigos de conquistarem territórios na URSS, depois dessa vitória os soviéticos
foram
libertando
diversos
países
da
ocupação
nazista e
culminou
com a
vi
tória da
URSS
sobre a Alemanha nazista na Batalha de Berlim que foi de 16 de abril a 2 de maio de 1945
(Pitillo, 2015; Marques Junior, 2024g).
Ozolin defendeu em 1942 a sua tese de Doutorado
durante a 2ª GM, momento que a população soviética pegou em armas
para defender o país,
chamada
de
Grande
Guerra
Patriótica
(Marques
Junior,
2025a).
Durante
a
invasão
do

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nazifascismo
ao
território
soviético,
alguns
cientistas
do
esporte
como
Matveev
(Marques
Junior, 2023c, 2024b) e Vorobiev (Marques Junior, 2025b) parti
ciparam da 2ª GM
.

Após
encerrar
a
sua
vida
esportiva,
de
1954
a
1962,
Ozolin
se
tornou
diretor
do
Instituto de Investigação de Cultura Física e Esporte da Rússia (Manso et al., 2024; Marques
Junior, 2022c; Myasnikov, 2004). Durante esse período acadêmico,
Ozolin publicou vários
trabalhos científicos (Ozolin, 1970, 1987, 1989; Kalinin & Ozolin, 1976) e foi professor de
Lev Pavilovch Matveev, talvez isso tenha ocorrido no mestrado porque Matveev cursou de
1950 a 1955 porque vários conteúdos da periodização tr
adicional de Matveev são similares
ao da concepção de Ozolin (Marques Junior, 2024b). Lembrando, a periodização tradicional
de
Matveev
foi
utilizada
pela
URSS
para
estrear
nos
Jogos
Olímpicos,
isso
aconteceu
na
edição de 1952.

Em 1949, era o período empíri
co da periodização esportiva
foi de 1917 a 1950,
Ozolin publicou nesse ano o livro O Treinamento de Atletismo: Fundamentos dos Métodos de
Treinamento, nessa obra ele apresentou a sua periodização pioneira para o atletismo (Manso
et al., 2024; Marques Jun
ior, 2024c) e posteriormente Ozolin (1970) indicou a sua concepção
para outras modalidades. Essa periodização pioneira de Ozolin foi a primeira vez que um
cientista
do
esporte
elaborou
um
desenho
esquemático
sobre
a
sua
concepção
(Marques
Junior, 2025e).

N
o desenho esquemático elaborado por Ozolin em 1949 que foi exposto na figura 1, a
linha tracejada é o volume, a linha contínua grossa é a intensidade e a linha contínua fina é a
forma
atlética,
sendo
o
pico
da
forma
esportiva
(Bompa,
2002;
Marques
Junior,
2020a).
Nessa
época
não
existia
o
termo
pico
da
forma
esportiva.
O
termo
forma
esportiva
foi
idealizado por Matveev nos anos 60, significando que o atleta teve uma grande adaptação
biológica (Bondarchuk, 2016). Enquanto que o termo pico não foi encontrado
na literatura
quem
criou,
mas
significa
desempenho
máximo
do
atleta
(Costa,
2022;
Marques
Junior,
2025e). Em 1970, a linha contínua fina da forma atlética passou a ser chamada de carga geral
porque Ozolin recomendou a sua concepção para outras modalidades,
afinal, nem todos os
esportes são indicados para o atleta atingir o pico (Ozolin, 1970). Repare na figura 1, que
tanto
o
volume
e
a
intensidade
da
periodização
pioneira
de
Ozolin
ocorreu
ondulação
de

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ambos tipos de cargas de treino de acordo com o período
e etapa dessa concepção (Marques
Junior, 2020a).

Figura 1

Desenho esquemático da periodização de Ozolin para o atletismo em 1949 e a partir de 1970 foi indicado para
outras modalidades (Extraído de Ozolin, 1970).

No
período
empírico
as
period
izações
pioneiras
eram
estruturadas
baseada
nas
estações
do
ano,
no
calendário
esportivo
e
conforme
o
tipo
de
treino
(geral,
especial
e
competitivo)
(Marques
Junior,
2025d).
Em
1949,
Ozolin
elaborou
os
seus
períodos
embasados
nesses
três
quesitos
(estações
do
ano,
calendário
e
tipo
de
treino),
mas
cada
período
tinha
que
ocorrer
em
uma
determinada
estação
do
ano
ver
adiante
na
tabela
1
(Manso
et
al.,
2024).
A
evolução
do
conhecimento
científico
que
ocorreu
no
período
científico da periodização esportiva
-
foi de 1950 a 1977 (Marques Junior, 2024c), mudou a
maneira de estruturar os períodos da concepção de Ozolin em 1970, os períodos passaram a
ser elaborados baseados na adaptação fisiológica e na evolução técnica e tática do atleta, no
calendário
esportivo
,
no
tipo
de
treino
(geral,
especial
e
competitivo),
mas
o
cientista
soviético
recomendou
atenção
nas
estações
do
ano
que
podem
otimizar
ou
prejudicar
a
performance do atleta (adaptação ao clima, temperatura e umidade relativa do ar, no calor a
velocidade
melhora e no frio é deteriorada e outros) (Ozolin, 1970). A tabela 1 apresenta os

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períodos
da
periodização
pioneira
de
Ozolin
(Manso
et
al.,
2024;
Marques Junior,
2020a;
Ozolin, 1970).

Tabela 1
Períodos da concepção de Ozolin.

Período

Procedimentos de Ex
ecução

Preparatório

2 etapas:
ambas juntas merecem ter duração de 6 a 7 semanas porque ocorrem
no inverno e na primavera. Em 1970, Ozolin mudou esse conteúdo, a duração
do
período
preparatório
não
ocorria
mais
no
inverno
e
na
primavera,
era
baseado
em
out
ros
quesitos
que
foram
explicados
anteriormente
no
texto
e
conforme o tempo disponível oferecido pelo calendário de disputa, ou seja, o
aumento do número de competições reduziu o tempo do período competitivo.
Nesse período o volume é maior do que a intensi
dade
ver figura 1.

1ª Etapa de Preparação
Geral

A ênfase no treino é a preparação geral, principalmente no treino físico para
exercitar harmonicamente o corpo do atleta, merecendo ocorrer essa etapa no
inverno.
Em 1970 a duração dessa etapa não ocorria
mais no inverno.

2ª Etapa de Preparação
Especial

A ênfase no treino é a preparação especial, ocorrendo no treino físico, técnico
e tático, essa etapa acontece na primavera.
Em 1970 a duração dessa etapa não
ocorria mais na primavera.

Período

Procedimento
s de Execução

Competitivo

5 etapas:
a duração do período competitivo ocorre no verão porque as disputas
acontecem nessa época. Em 1970, Ozolin mudou esse conteúdo, esse período
passou a ser baseado em outros quesitos que foram explicados anteriormente
no
texto. A intensidade vem aumentando aos poucos no período preparatório,
no período competitivo a intensidade é mais elevada do que o volume a partir
da
etapa
desse
período,
precisamente
na
etapa
competitiva
até
o
fim
do
período competitivo.

1ª Etapa P
-
Competitiva

Prepara
o
atleta
conforme
a
disputa,
a
ênfase
é
a
preparação
especial
e
os
exercícios competitivos.

2ª Etapa Competitiva

São
realizados
amistosos
e
disputas
de
menor
importância.
A
ênfase
é
a
preparação especial e os exercícios competitivos
.

3ª Etapa de Descarga

Visa
a
recuperação
total
do
atleta
através
do
descanso
ativo
e/ou
passivo.
Geralmente essa etapa dura de 2 a 3 semanas, com ênfase na preparação geral.

4ª Etapa de Preparação
Direta

O treino exercita o atleta para disputa alvo, a ê
nfase do treino é a preparação
especial e os exercícios competitivos.

5ª Etapa de Alta
Competição

Ocorre a disputa alvo da temporada, a ênfase do treino é a preparação especial
e os exercícios competitivos.

Período

Procedimentos de Execução

de Transição

Acontece a manutenção da forma esportiva após uma competição extenuante,
geralmente
após
a
competição
alvo.
O
treino
merece
ser
conforme
as
necessidades do atleta, através do descanso ativo e/ou passivo. A ênfase do

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treino
(preparação
geral,
preparação
es
pacial
e
exercícios
competitivos)
depende do calendário esportivo e conforme o nível de fadiga do atleta. Em
casos excepcionais, o atleta deve fazer descanso passivo por no máximo 5 a 7
dias para evitar o sobretreinamento e evitar perda da forma esportiva.

Em 1949, Ozolin chamava o
desempenho máximo
do atleta do atletismo na disputa de
elevada forma atlética (Bompa, 2002; Marques Junior, 2020a). Após Matveev difundir nos
anos 60 o termo pico da forma esportiva, vários cientistas do esporte que elaboraram
um tipo
de
periodização
adotaram
essa
nomenclatura
(Marques
Junior,
2025d).
Ozolin
também
adotou esse termo em 1970, ele chamou o desempenho máximo do atleta de pico da forma
esportiva (Ozolin, 1970).

Ozolin informou nos anos 70 que o pico da forma esporti
va está relacionado com o
nível adequado de excitabilidade do sistema nervoso central (SNC) proveniente do treino,
momento que
as atividades elétricas dos neurônios podem
permanecer em alto desempenho
durante
dias
e
até
algumas
semanas,
influenciando
na
qu
alidade
das
capacidades
motoras
condicionantes
(força,
velocidade,
resistência
e
outros)
e
nas
questões
técnicas
e
táticas
(Ozolin, 1970). Verificar o efeito do treino na excitabilidade do SNC pode ser mensurada
indiretamente com o uso do dinamômetro manua
l e tendo o resultado em quilogramas (kg)
(Bompa, 2002). A excitabilidade do SNC pode variar conforme a hora do dia e de acordo com
a
duração
dos
dias
de
treino
da
periodização
(Ozolin,
1970).
A
figura
2
ilustra
essas
afirmações. Lembrando, o SNC é formado
pelo encéfalo e pela medula espinhal, por esse
motivo o dinamômetro manual mensura indiretamente a excitabilidade do SNC proveniente
do treino (Marques Junior, 2023b).

Figura 2

(A) Modificações da excitabilidade do SNC em diferentes horas detectadas pelo
dinamômetro
manual
e
(B)
resultados
do
dinamômetro
manual
de
um
atleta
do
salto
triplo
soviético,
conforme a duração do treino da periodização a força manual em kg aumentou ou diminuiu,
tendo melhor desempenho nas disputas (Extraído de Ozolin, 1970).

A
B

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Ozolin
escreveu
que
existem
microciclos de treino e de competição,
mas não informou nenhum tipo para ser usado na sua concepção (Ozolin, 1970). T
alvez isso
tenha ocorrido porque o termo microciclo foi criado por Matveev em 1962, e Ozolin não
atualizou
totalmente
a
sua
concepção
(Marques
Junior,
2023c).
Lembrando,
a
partir
do
período científico da periodização
-
foi de 1950 a 1977, as periodizações
pioneiras passaram
a não ser mais usadas pelos treinadores, isso aconteceu com a concepção de Ozolin (Manso et
al., 2024).

Periodização Do Macrociclo Integrado De Navarro

No período empírico da periodização esportiva
foi de 1917 a 1950, foram criadas
du
as periodizações pioneiras para o atletismo no mundo ocidental, a concepção do finlandês
Pihkala
nos
anos
30
e
a
concepção
do
inglês
Dyson
em
1946
(Marques
Junior,
2024c).
Porém,
esse
conteúdo
não
se
difundiu
no
mundo
ocidental,
ficando
desconhecido
pelos
envolvidos no esporte dessas nações. Enquanto no bloco soviético, que foi formado após a 2ª
Guerra Mundial, a periodização era amplamente conhecida por esses países e se tornou linha
de
pesquisa
nas
nações
soviéticas,
como
na
URSS
(Marques
Junior,
2022c),
Hungria
(Marques
Junior,
2025g),
Bulgária
(Marques
Junior,
2025h), Alemanha
Oriental (Marques
Junior, 2024d), Romênia (Marques Junior, 2025i), Tchecoslováquia (Marques Junior, 2024e),
Polônia (Marques Junior, 2022d), Iugoslávia (Marques Junior, 2023d) e em
Cuba (Marques

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Junior, 2024f). A periodização esportiva começou a chegar no mundo ocidental nos anos 60,
mas
esse
conteúdo
ficou
oficialmente
conhecido
no
mundo
ocidental
nos
anos
70
e
80
(Marques
Junior,
2025e).
Por
esse
motivo
a
periodização
do
mundo
ocidental
ocorreu
somente em 1987, sendo a periodização de microestrutura para jogos esportivos do espanhol
Seirul
-
lo
Vargas
(Marques
Junior,
2023e).
Entretanto,
de
1982
até
os
anos
90
foi
desenvolvido no mundo ocidental a periodização do macrociclo integr
ado para a natação do
espanhol Fernando Navarro (Navarro, 1998, 2000).

Portanto, após o período empírico
foi de 1917 a 1950, ocorreu o período científico
da periodização (foi de 1950 a 1977) e foram elaboradas as periodizações tradicionais e em
seguida,
aconteceu
o
período
moderno
da
periodização
(foi
de
1978
até
os
dias
atuais)
e
foram criadas as periodizações contemporâneas, somente no terceiro momento histórico da
periodização
foram
elaboradas
as
periodizações
no
mundo
ocidental,
ou
seja,
demorou
basta
nte
para
os
pesquisadores
do
esporte
do
mundo
ocidental
criarem
uma
periodização
(Marques Junior, 2025d).

A
periodização
do
macrociclo
integrado
é
estruturada
através
de
um
bloco
de
orientação
em
progressão,
adaptando
alguns
conteúdos
da
periodização
de
Ts
chiene
e
de
Reiss e sofrendo influência da periodização em bloco de Verkhoshanski (Bravo
&
López,
2020; Costa, 2022). Essa concepção aplica nos nadadores carga geral e carga especial que são
conteúdos da periodização tradicional, podendo ser encontrado na
concepção de Matveev e
na concepção de Arosiev e Kalinin (Navarro, 2000). A periodização do macrociclo integrado
possui uma carga concentrada acentuada que é prescrita em alta intensidade por um período
curto para o nadador, acontecendo em uma sequência me
todológica definida para ocasionar
adequada adaptação fisiológica, técnica e tática com o intuito de gerar no atleta da natação de
qualquer estilo a supercompensação que é o pico da forma esportiva (Bravo & López, 2020;
Forteza, 2001; Navarro, 1998).

A per
iodização do macrociclo integrado é igual em toda a temporada, ocorrendo um
aumento
gradual
das
cargas
nas
três
fases
(geral,
específica
e
manutenção)
e
em
cada
macrociclo
integrado
(Marques
Junior,
2020b;
Manso
et
al.,
1996).
As
fases
possuem
a
mesma
atua
ção
dos
períodos,
a
diferença
é
a
nomenclatura.
Geralmente
o
macrociclo
integrado
possui
duração
de
6
a
12
semanas,
sendo
comum
o
uso
de
três
macrociclos

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integrados na temporada que costuma ter duração de 20 a 30 semanas (Navarro, 2000; Manso
et
al.,
1996)
. As
fases,
o
macrociclo
integrado
e
outros
conteúdos
dessa
concepção
(fase
macrocíclica e microciclo) estão inseridos no ciclo, que atua igual ao macrociclo. Em cada
macrociclo integrado estão inseridos as fases (são os períodos), as fases macrocíclicas (
são os
mesociclos) e os microciclos (Costa, 2022).

As fases macrocíclicas possuem duração de 1 a 5 semanas e são compostas por vários
microciclos
de
3
a
7
dias
(Navarro,
1998).
Então,
as
fases
macrocíclicas
atuam
como
mesociclos, o que muda é a nomenclatur
a. Porém, Navarro não informou os microciclos da
sua concepção. Então, como sugestão, é indicado o microciclo forte com carga de treino de
75 a 100%, o microciclo médio com carga de treino de 50 a 70%, o microciclo fraco com
carga
de
treino
de
10
a
40%,
o
microciclo
competitivo
que
ocorre
na
disputa
alvo
da
temporada e o microciclo de teste que são efetuados os testes de controle (Marques Junior,
2023f, 2025a). Para o treinador usar esse percentual da carga de treino, basta efetuar uma
regra de três para pr
escrever a carga da sessão do microciclo (Marques Junior, 2024b, 2025b).

A periodização do macrociclo integrado possui três fases que merecem ser sempre
estruturadas na mesma sequência, 1º ocorre a fase geral, depois a fase específica e por último
a fase d
e manutenção que é o momento da competição alvo
Observação: no artigo a fase de
manutenção passou a se chamar fase competitiva (C
osta, 2022).

A fase geral é com maior volume e treina as capacidades básicas da prova do nadador
(resistência, força, veloci
dade, técnica e tática) (Marques Junior, 2020b). Essas capacidades
básicas são exercícios de preparação geral, em menor quantidade o nadador pratica exercícios
de
preparação
especial
e
os
exercícios
competitivos.
Esse
procedimento
é
similar
ao
da
periodiza
ção
tradicional
de
Matveev
(1997).
Terminada
a
fase
geral,
acontece
a
fase
específica com maior intensidade e treina as capacidades específicas da prova do nadador
(resistência, força, velocidade, técnica e tática) (Bravo & López, 2020). Essas capacidades
específicas
a
ênfase
são
os
exercícios
de
preparação
especial,
em
segundo
os
exercícios
competitivos e em mínima quantidade os exercícios de preparação geral.

Em seguida, ocorre
a fase competitiva
, onde a intensidade fica mais elevada do que o
volume, mas
tanto a intensidade e o volume diminuem para ocasionar a supercompensação
no nadador que é o pico da forma esportiva na competição alvo de cada macrociclo integrado

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(Navarro,
1998).
A
fase
de
manutenção
treina
as
capacidades
competitivas
da
prova
do
nadad
or (resistência, força, velocidade, técnica e tática), ou seja, a ênfase são os exercícios
competitivos depois os exercícios de preparação especial. Apesar de existir essas tês fases,
como sugestão é indicada a fase de transição, onde ocorre o descanso ati
vo e/ou passivo do
nadador, o treinamento é efetuado predominantemente pelos exercícios de preparação geral
e/ou pelos exercícios de preparação especial.

A figura 4 ilustra as fases da periodização do macrociclo integrado com o aumento gradual do
volume (s
ão as barras) e da intensidade (são as linhas) dessa concepção (Navarro, 2000).

Figura 4
Os três macrociclos integrados formam um ciclo (é o macrociclo) de 27 semanas.
Cada
macrociclo
integrado
é
composto
pela
fase
geral
com
barra
amarela,
pela
fase
espec
ífica com barra laranja e pela fase de manutenção com barra cinza com a seta com C
que notifica o momento da competição alvo (Extraído de Bravo & López, 2020).

Esses são os conteúdos para estruturar a periodização do macrociclo integrado, caso o
leitor
queira
conhecer
o
criador
dessa
concepção,
o
espanhol
Fernando
Navarro,
basta
acessar
https://www.laprovincia.es/deportes/2020/12/0
7/fernando
-
navarro
-
vida
-
dedicada
-
natacion
-
26020336.html
ou
em
https://www.uclmtv.uclm.es/profesi
onales
-
y
-
especialistas
-
universitarios
-
publican
-
una
-
monografia
-
sobre
-
la
-
ensenanza
-
y
-
la
-
gestion
-
de
-
la
-
natacion/
ou
https://www.federacionmadridnatacion.es/index.php/fmn/noticias
-
fmn/1795
-
reinauguracion
-
de
-
la
-
piscina
-
de
-
galapagar
-
ahora
-
con
-
el
-
nombre
-
de
-
fernando
-
navarro
.

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Discussão

O
pico
da
forma
esportiva
é
elaborado
com
adequadas
cargas
de
treino
dos
microciclos para os atletas de modalidades individuais atingirem o máximo desempenho na
competição, de preferência na competição alvo da temporada (Bondarchuk, 2016; Nogueira,
2025;
Osorio
et
al.,
2024).
Por
esse
motivo
Ozolin
recomendou
o
pico
em
1949
para
o
atletismo com o uso da sua concepção e a partir de 1970, essa recomendação foi conforme a
modalidade, ou seja, nem sempre é necessário o pico (Ozolin, 1970). A mesma recomendação
foi efetuada por Navarro, o pico da forma esportiva, para usa
r a sua concepção em nadadores
(Navarro, 1998). Portanto, o pico da forma esportiva foi idealizado para esportes individuais,
por
esse
motivo
a
maioria
das
periodizações
pioneiras,
as
periodizações
tradicionais
e
algumas periodizações contemporâneas foram
elaboradas com esse conteúdo (Dantas et al.,
2022; Marques Junior, 2025d).

As
periodizações
pioneiras
se
tornaram
ultrapassadas
após
1950,
e
os
treinadores
deixaram de aplicar essas concepções nos seus atletas (Cortes, 2023). Porém, Ozolin explicou
um
cont
eúdo
interessante
sobre
o
pico
com
o
uso
da
sua
periodização
pioneira
(Ozolin,
1970).
Ele
informou
que
o
pico
da
forma
esportiva
ocorre
o
aumento
dos
substratos
energéticos que gera a supercompensação, que foi estudada inicialmente em 1949 até os anos
50
p
elo
soviético
bioquímico
Yakovlev.
Mas
também,
o
pico
está
relacionado
com
a
excitabilidade do sistema nervoso central (SNC) causado pelo estímulo do treino (Ozolin,
1970).
Então,
com
a
evolução
das
pesquisas
da
neurociência,
os
cientistas
do
esporte
dever
iam
investigar
como
o
SNC
se
comporta
com
o
pico
com
uma
tecnologia
mais
sofisticada do que Ozolin (1970) utilizou, o dinamômetro manual.

Apesar da periodização do macrociclo integrado ser uma periodização contemporânea
e
ser
um
tipo
de
periodização
em
bl
oco,
essa
concepção
utiliza
alguns
conteúdos
das
periodizações
tradicionais
como
a
preparação
geral,
a
preparação
especial
e
os
exercícios
competitivos
(Navarro,
1998).
Logo,
conforme
a
periodização
elaborada
ela
pode
utilizar
conteúdos
de
concepções
antig
as,
mas
possuindo
a
maneira
de
estruturar
o
treinamento
atualizado.
Conclui
-
se
que,
a
periodização
organiza
o
treinamento
para
o
atleta
atingir
o
máximo desempenho na disputa, sendo o pico.

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Conclusões

A maioria das periodizações pioneiras, todas as period
izações tradicionais e algumas
periodizações contemporâneas, foram criadas para o atleta atingir o pico da forma esportiva.
O pico da forma esportiva foi elaborada em algumas periodizações que foram idealizadas em
esportes
individuais
como
o
atletismo,
a
n
atação,
a
canoagem,
o
caiaque,
o
remo,
o
halterofilismo,
o
ciclismo
e
para
esportes
similares.
Porém,
conforme
a
equipe
do
jogo
esportivo individual e/ou coletivo, e o tipo de campeonato (eliminatória, por grupos e fases,
todos jogando entre todos), o trei
nador pode planejar o pico para o time ou seleção. Os dois
tipos
de
periodizações
explicadas
nessa
revisão
narrativa
indicaram
o
pico
da
forma
esportiva, ou seja, Ozolin com uma periodização pioneira para o atletismo e Navarro com a
periodização do macroci
clo integrado para a natação.

A fundamentação científica sobre o pico da forma esportiva foi efetuada por Matveev
nos anos 50, ele utilizou a supercompensação que foi estudada por Yakovlev para entender a
adaptação crônica do treino que desencadeia o pico
da forma esportiva. Ozolin, em 1970,
chamou atenção que o sistema nervoso central (SNC) quando estimulado pelo treinamento, se
comporta com adequada excitabilidade conforme as exigências do pico. Logo, os cientistas
do esporte precisam estudar mais como o
SNC fica excitável durante o pico e de acordo com
a modalidade, nível do atleta e idade do esportista.

Em
conclusão,
o
estudo
de
duas
periodizações
pouco
investigadas
que
tem
o
objetivo
do
atleta de atingir o pico, é um conteúdo importante para os envolvid
os no esporte.

Agradecimentos

Ao amigo italiano G. B. pelo envio de vários artigos e livros.

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